UE deve resistir ao populismo na crise da imigração, afirma Juncker

Presidente da Comissão Europeia está decepcionado com governos da UE. Países não têm um acordo para distribuição de 40 mil pedidos de asilo.

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A União Europeia deve resistir ao “populismo” na crise dos migrantes, declarou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

“Há momentos na política nos quais não se deve seguir com os populistas”, disse Juncker, que recordou que os governos têm a “obrigação de atuar” para resolver a situação das dezenas de milhares de refugiados que chegam à Itália e Grécia.

Jean-Claude Juncker afirmou que está “decepcionado” com as dificuldades para obter a solidariedade entre os Estados no tema da migração.

Em julho, os europeus chegaram a um acordo para abrigar 22.504 refugiados sírios.

Mas os ministros do Interior não conseguiram chegar a um acordo para a distribuição entre os países europeus dos 40.000 demandantes de asilo político que entraram na Itália e Grécia, países com capacidade de recepção saturada.

“Fizemos propostas que, apesar de modestas, vão longe, dada a magnitude do problema. Apresentamos propostas de um sistema obrigatório de divisão dos solicitantes de asilo e das pessoas que merecem uma proteção internacional, mas os Estados membros não aceitaram e nos obrigaram a buscar um acordo baseado no voluntariado”, disse.

“Não alcançamos o objetivo, mas no outono (primavera no Brasil) vamos retomar o esforço para chegar ao número 60.000. Se conseguirmos com uma base voluntária, ainda melhor. Se não for possível, teremos que reconsiderar a proposta da Comissão”, destacou.

Juncker também expressou preocupação com a situação em Calais, norte da França, onde milhares de migrantes tentam entrar no Eurotúnel para chegar ao Reino Unido.

“A Comissão está disposta a fornecer uma ajuda ao governo francês primeiro e ao britânico depois, mas até o momento não recebemos nenhum pedido em particular”, disse.

“Conservamos os créditos orçamentários que podem ser destinados, não tanto como uma solução do problema, mas sim para aliviar o peso da carga”, explicou.

Na terça-feira (4), o comissário europeu para a Migração, Dimitris Avramopoulos, recordou que França e Grã-Bretanha podem dispor, respectivamente, de 266 e 370 milhões de euros como parte do Fundo Europeu para o Asilo e a Migração.

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VIAFrance Presse
FONTEG1
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