China esvazia área próxima a explosões

Há temores de possível contaminação química, diz agência 'Xinhua'. Série de explosões atingiu uma área industrial deixou 85 mortos em Tianjin.

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As autoridades chinesas ordenaram a evacuação de todos os moradores em um raio de três quilômetros do epicentro das explosões ocorridas na quarta-feira (12) em um armazém do porto de Tianjin, em meio a temores de uma possível contaminação química, segundo informou a agência oficial “Xinhua”.

A ordem foi ditada depois que forças militares especializadas em produtos químicos entraram neste sábado (15) no local exato das explosões com o objetivo de encontrar possíveis sobreviventes e investigar as causas da tragédia.

As explosões deixaram pelo menos 85 mortos, sendo 21 deles bombeiros, centenas de feridos e um número incerto de desaparecidos.Outras 721 pessoas foram hospitalizadas, das quais 25 estão em estado crítico e 33 em estado grave.

Alguns meios de comunicação locais e usuários de redes sociais como Weibo, o Twitter chinês, advertiram hoje que ainda ocorrem pequenas explosões no local da catástrofe.

Por sua vez, os especialistas advertiram do perigo que podem representar para a saúde humana e o meio ambiente os gases ainda não identificados emanados da queima de produtos químicos, segundo publicou neste sábado o jornal “South China Morning Post”.

Bombeiro caminha entre veículos danificados por explosões em Tianjin, China (Foto: Reuters/Stringer)Série de explosões atingiu área industrial de Tianjin, na China (Foto: Reuters/Stringer)

Funcionários do escritório ambiental de Tianjin encontraram cianureto e outros produtos químicos em dois bueiros da cidade que excediam em até oito vezes os limites de segurança permitidos, de acordo com esse jornal.

A polícia chinesa assinalou que no terminal se armazenava principalmente nitrato de amônia, nitrato de potássio e carboneto de cálcio, mas nos papéis da empresa também aparece diisocianato de tolueno, componente altamente tóxico.

Gao Huaiyou, subdiretor de segurança laboral de Tianjin, disse ontem em entrevista coletiva que “os perigosos produtos químicos que explodiram no terminal de contêineres não puderam ser identificados ainda”.

A identificação não foi possível, segundo Gao, pelos danos ocorridos nos escritórios da companhia, mas também por “divergências entre a documentação da empresa e os registros dos clientes”.

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VIAEFE
FONTEG1
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