Dólar volta a operar em alta e chega a atingir R$ 3,42

Na véspera, o dólar avançou 1,25%, a R$ 3,371 na venda. O valor de fechamento voltou a atingir o maior nível desde 2003.

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Após abrir em alta e passar a recuar, a moeda norte-americana voltou a operar em alta, chegando a bater os R$ 3,42 nesta sexta-feira (31), pressionado por preocupações com a situação fiscal e as turbulências políticas no Brasil e pelas incertezas sobre a intervenção do Banco Central no câmbio.

O mercado repercute ainda o déficit primário de R$ 9,32 bilhões no setor público, pior da história para junho.

Por volta das 15h40, o dólar subia 1,68%, a R$ 3,4282 na venda. Veja cotação.

“Para qualquer lado que você olhar, tem notícia ruim, seja fiscal ou política”, resumiu o superintendente de câmbio da corretora Tov, Reginaldo Siaca.

O setor público brasileiro marcou déficit primário de R$ 9,323 bilhões em junho, pior leitura para o mês na história, acumulando em 12 meses rombo recorde equivalente a 0,80% do Produto Interno Bruto (PIB), números que ressaltam as dificuldades do governo para equilibrar as contas públicas.

Os investidores também especulavam sobre a rolagem dos swaps cambiais, contratos que equivalem a venda futura de dólares, que vencem em setembro, correspondentes a 10,027 bilhões de dólares.

O BC rolou pouco menos de 60% dos swaps que vencem na segunda-feira que vem, a menor proporção em mais de um ano.

O mercado questiona se a autoridade monetária continuará com a estratégia de reduzir as rolagens diante da escalada recente da moeda norte-americana, que tende a pressionar a inflação.

A moeda norte-americana teve uma manhã volátil, chegando a subir a R$ 3,4274 na máxima e cair a R$ 3,3362 na mínima, pressionada pela briga pela formação da Ptax de julho, taxa calculada pelo BC que serve de referência para diversos contratos cambiais, com investidores disputando para deslocar as cotações de forma a trazer a Ptax de julho, calculada no último pregão do mês, a patamares favoráveis a suas posições.

No exterior, o dólar recuava em relação a uma cesta de moedas, após avançar com força nas últimas sessões diante das expectativas de alta de juros nos Estados Unidos e preocupações com a desaceleração da economia chinesa.

“É um ajuste técnico. Os mercados (externos) se lembraram de tomar pílulas contra ansiedade hoje”, afirmou o economista da empresa de análise 4Cast Pedro Tuesta.

Véspera
Na véspera, o dólar avançou 1,25%, a R$ 3,371 na venda. O valor de fechamento voltou a atingir o maior nível desde 2003. É o maior patamar desde 27 de março de 2003, quando fechou a moeda fechou negociada a R$ 3,386 na venda, segundo a Reuters.

Na semana e no mês, há alta acumulada de 0,72% e 8,43%, respectivamente. No ano, a moeda já subiu 26,79%.

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FONTEG1
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