Dólar fecha em queda, mas se mantém no patamar de R$ 3,50

A moeda norte-americana recuou 0,83%, a R$ 3,5081 na venda. Na semana, o dólar subiu 2,44%. No ano, há valorização de 31,95%.

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O dólar fechou em baixa nesta sexta-feira (7) pela primeira vez em sete sessões, mas permaneceu acima do patamar de R$ 3,50, que foi rompido na véspera, em meio à contínua deterioração do cenário político e econômico brasileiro e após divulgação de dados fortes sobre emprego nos EUA, que fortaleceram a tese de que os juros subirão no mês que vem no país.

A moeda norte-americana recuou 0,83%, a R$ 3,5081 na venda. Veja a cotação.  Na semana, o dólar subiu 2,44%. No ano, há valorização acumulada de 31,95%.

Nos seis pregões anteriores, o dólar havia acumulado valorização de 6,25% e chegou a R$ 3,57 no intradia da véspera, maior patamar em 12 anos.

Apesar do respiro de agora, especialistas dizem que a tendência ainda é de alta, segundo a Reuters.

Nesta sexta, o fato de o Banco Central ter aumentado sua intervenção no câmbio, após intenso avanço da moeda norte-americana, motivava algumas vendas de divisa. No fechamento da véspera, o BC anunciou aumento da oferta de swaps, contratos equivalentes a venda futura de dólares, o que foi visto como um esforço para segurar a alta da divisa.

“O mercado está sem referência. Operar com economia é fácil, é fazer conta. Não tem fórmula para operar com política”, disse à Reuters o operador de uma gestora de recursos internacional. “Como o mercado está em pânico, qualquer faísca é fogo”, afirmou.

O noticiário político no Brasil, com operadores enxergando chances pequenas mas não desprezíveis de afastamento da presidente Dilma Rousseff antes do término de seu mandato, tem golpeado o ânimo no mercados locais.

A perspectiva de alta dos juros nos EUA também vem pressionando o câmbio, expectativa corroborada nesta manhã pelos dados de criação de vagas no mercado de trabalho norte-americano fora do setor agrícola. O emprego cresceu a um ritmo sólido em julho e a renda teve retomada após estagnação inesperada no mês anterior.

O Federal Reserve, banco central norte-americado, aguarda sinais de recuperação da economia do país para subir a taxa de juros. Isso influencia o câmbio porque juros mais altos nos EUA poderiam atrais para o país recursos aplicados em outros mercados, como o Brasil. Por isso, o dólar tende a se valorizar frente ao real.

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FONTEG1
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